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24 · 25 versículos

VISTO que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não veem os seus dias?
Até os limites removem; roubam os rebanhos, e apascentam.
Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva.
Desviam do caminho os necessitados; os pobres da terra juntos se escondem.
Eis que, jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina mantimento a eles e aos seus filhos.
No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio.
Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio.
Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre.
Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas.
Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e têm sede.
Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus não imputa loucura.
Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas.
De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão.
Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto,
Nas trevas minam as casas, de dia se marcaram; não conhecem a luz.
Porque a manhã para eles como sombra de morte; sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte.
É ligeiro sobre a superfície das águas; maldita a sua parte sobre a terra; não volta pelo caminho das vinhas.
A secura e o calor desfazem as águas da neve; a sepultura pecaram.
A madre se esquecerá dele, os vermes o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança e a iniquidade se quebrará como uma árvore.
Aflige à estéril não dá à luz, e à viúva não faz bem.
Até aos poderosos arrasta com a sua força; ele se levanta, não há vida segura.
Se lhes dá descanso, estribam-se nisso; seus olhos porém nos caminhos deles.
Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; são abatidos, encerrados como todos e cortados como as cabeças das espigas.
Se agora não quem me desmentirá e desfará as minhas razões?