Cremos em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, consubstancial ao Pai; por quem todas as coisas foram feitas;
o qual, por nós homens e pela nossa salvação, desceu dos céus, e se encarnou do Espírito Santo e da virgem Maria, e se fez homem;
e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu, e foi sepultado; e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
E no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai, que com o Pai e o Filho é juntamente adorado e glorificado, que falou pelos profetas.
Em uma só Igreja santa, católica (universal) e apostólica.
Confessamos um só batismo para remissão dos pecados.
Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.
Nota sobre o texto
Esta tradução segue o texto grego do Credo aprovado pelo Concílio de Constantinopla (381), conforme transmitido nas atas do Concílio de Calcedônia (451). O original está na primeira pessoa do plural ("Cremos"). As igrejas do Ocidente passaram a usar uma forma latina na primeira pessoa do singular ("Creio"), que acrescenta "Deus de Deus" (expressão do Credo de Niceia de 325) e, no artigo sobre o Espírito Santo, a cláusula "e do Filho" (Filioque), introduzida no III Concílio de Toledo (589). Essa cláusula não faz parte do texto original; a doutrina de que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho é confessada pelas igrejas reformadas, por exemplo, na Confissão de Fé de Westminster 2.3. As referências bíblicas não fazem parte do texto original do Credo; foram acrescentadas para estudo.